A última bolacha do pacote

A “última bolacha do pacote”, expressão que significa: “pessoa que como indivíduo é a melhor ou a única escolha inescapável como opção ideal ou viável.” Em outras palavras: É o sentimento de idolatria a si mesmo, fazendo do próprio ego o seu pequeno “deus”. Seguindo no post de Salathiel de Souza:” ...A soberba é um vício de muitas pessoas na atualidade...”

Então vou contar uma historinha pra vocês: Era uma vez a última bolacha do pacote. Ela ficou lá porque achavam que era boa demais e mofou porque ninguém quis pagar o preço que imaginavam que valia. É isso que acontece quando alguém tem um bom currículo, ótimas experiências e nenhum emprego. Nenhum emprego hoje é algo muito comum.

Hoje estou em busca de trabalho, assim como outros vários milhões de trabalhadores. Isso fora os desalentados, os nem-nem e assim por diante. A situação está terrível em nosso país e não é de hoje. Eu tenho fé e rezo bastante para que toda esta turbulência termine e nosso país volte a crescer e contemplar com oportunidades de trabalho, que eu considero uma necessidade fundamental. Gostaria de poder ajudar de alguma forma. Desde cedo fui empreendedor e até já fui empregador. Contudo a dilma, para ajudar seus campeões, criou uma situação insustentável no país e milhares de microempresas como a minha tiveram que fechar as portas. Por sorte consegui pagar a rescisão trabalhista de todos os funcionários e não me incomodar com a justiça.

historico-escolar

Sou um homem maduro e já bem crescido. Até pejorativamente “de meia idade”.  Com muito esforço conquistei um histórico de lealdade, retidão de caráter e boas obras. Agradeço a Deus por ter sido tão abençoado em meu caminho.  Claro que, tenho muito agradecer ao meu pai Setembrino Victorino Zanchet e minha mãe Noêmia Ninpha Zanchet.

Sem soberba, bolacha ou cocada preta. Tenho muitas experiências em muitos assuntos distintos e meu legado nesta vida é basicamente melhorar a vida dos demais. Não é um discurso vazio, tenho testemunhas. 

Além de artesão empreendedor onde melhorei a vida de meus clientes, também fui um bom empregado. Agradeço às oportunidades proporcionadas pelos meus empregadores, são testemunhas dos meus bons trabalhos: Raul Millan no qual trabalhei durante treze anos e Cristiane Saquetti, do Hippo Supermercados, onde trabalhei oito anos. Fiz tudo com estrelinhas douradas de dedicação e lealdade e, mesmo depois de afastados pelo tempo ainda mantemos contato.

Tenho fé e peço a Deus fazer meu caminho cruzar com pessoas tão fantásticas como as que citei acima. Tenho ainda muito a acrescentar neste mundo e eu preciso de trabalho. Sim! Claro que preciso, você não? O trabalho dignifica, traz felicidade ao homem e providencia o sustento familiar.

Tenho me candidatado ativamente e sorridentemente me apresentado nas empresas como opção para o preenchimento de uma vaga de emprego. E quando me ofereço para um trabalho o faço pensando em tudo o que posso contribuir com todas minhas habilidades.

É óbvia a minha frustração de não ser admitido, aceito numa boa pois sei que tem gente muito melhor do que eu. Só realmente fico triste quando, logo depois, a mesma vaga volta a ser anunciada. Sinto que a tristeza por não ter sido escolhido é multiplicada pela tristeza da escolha de uma outra pessoa que afinal não contribuiu como era necessário.

Assim foi uma escolha errada. Suponho que, por certo, era pra ter me escolhido.

Me escolhe.